20 anos de vitamina C

O Antioxidante Nº1 da Dermatologia.

A Vitamina C é o mais potente antioxidante da pele humana, protegendo-a da ação de espécies reativas de oxigênio (ROS). Protege a pele do estresse oxidativo por doar elétrons que neutralizam os radicais livres e sendo hidrossolúvel, atua nos compartimentos aquosos das células. (Telang, 2013)

A forma oxidada da Vitamina C é não reativa, entretanto pode ser convertida novamente na forma reativa pela enzima redutase de ácido do dehidroascórbico na presença de glutationa. (Telang, 2013)

Aspectos Químicos

A Vitamina C é sintetizada por muitas plantas e animais através da glicose. Porém alguns animais, entre eles os seres humanos, não apresentam a enzima L-glucono-gama lactona oxidase, necessária para a síntese. (Telang, 2013)

“Em 1937, Dr. Albert Szent-Gyorgyl recebeu o prêmio Nobel por isolar a molécula da vitamina C e identificar seu papel no escorbuto.”

“A bioviabilidade da Vitamina C na pele é inadequada quando administrada oralmente, dessa forma sua aplicação tópica é requerida pela dermatologia.”

O ácido L-ascórbico é a forma quimicamente ativa da vitamina C, que na natureza é encontrada igualmente na forma de ácido D-ascórbico. São moléculas isoméricas e mutualmente intercambiáveis, entretanto somente a forma ácido L-ascórbico é biologicamente ativa e útil na prática médica. (Telang, 2013)

A Vitamina C apresenta um anel 5-hidrocarbônico similar ao da glicose e ligado a um íon hidrogênio, sendo assim um ácido de açucar fraco, como os alfahidroxiácidos utilizados na prática dermatológica. (Telang, 2013)

Vitamina C como Anti-Inflamatório

A Vitamina C inibe o NFkB (Nuclear Transcription Factor Kappa Beta), responsável pela ativação de diversas citocinas pró-inflamatórias como TNF-a (Tumor Necrosis Factor Alpha) e as interleucinas IL1, IL6 e IL8. Levando-se em conta essas propriedades, ela pode ser utilizada no tratamento da acne e rosácea, além de poder prevenir processos de hiperpigmentação pós-inflamatória. (Telang, 2013)

Vitamina C como Fotoprotetor

Os radicais livres gerados pela exposição ultravioleta (UV) desencadeiam cascatas de reações que causam danos às células, como alterações químicas diretas ao DNA celular, à membrana celular e a proteínas como o colágeno. (Telang, 2013)

Ocorrem eventos celulares mediados por fatores de transcrição como o AP-1 que aumenta a produção de MMP’s (Matrix Metalloproteinase), levando à quebra do colágeno. Também ocorre a indução do NFkb que produz diversos mediadores que contribuem para a inflamação e o envelhecimento cutâneo. (Telang,2013)

A Vitamina C é igualmente efetiva contra os raios UVB e UVA, porém ela não absorve a luz UV, mas desempenha ação fotoprotetora por neutralizar os radicais livres, ação essa não exercida pelos filtos UV. (Telang, 2013)

Já foi demonstrado em condições laboratoriais que a aplicação de Vitamina C reduz o eritema UVB-induzido, e essa ação é potencializada quando associada à Vitamina E que irá atuar nos compartimentos lipofílicos das células. (Burke, 2007)

Outro fato interessante é que, quando associada a formulações de filtros solares físicos, a Vitamina C aumenta a deposição dos minerais zinco e titânio na pele, podendo reduzir a necessidade de
reaplicações. (Fathi-Azarbayjani et al., 2013)

Vitamina C como Despigmentante

Na prática dermatológica, ao se escolher um agente despigmentante é importante diferenciar dois caminhos de ação, um com agentes que serão tóxicos para o melanócito e outro com agentes que irão interromper processos chave de melanogênese. A Vitamina C encaixa-se nesse segundo grupo, interagindo com íons de cobre nos sítios de ativação da tirosinase, inibindo sua ação e diminuindo a formação de melanina. (Telang, 2013)

Vitamina C como Anti-Ageing

Sua ação antioxidante, fotoprotetora, despigmentante e anti-inflamatória já coloca a Vitamina C entre um dos agentes rejuvenescedores mais eficazes, mas além disso ela também é essencial na biossíntese do colágeno. A aplicação tópica de Vitamina C induz a síntese de colágeno tipo I e III, atuando na remodelação e manutenção da matriz extracelular dérmica. (Crisan et al., 2015)

A Vitamina C atua como cofator para as enzimas lisil e prolihidroxilases, responsáveis pela estabilização e cross-linking das moléculas de colágeno. Outro mecanismo é pela estimulação da peroxidação lipídica, e o produto desse processo, o malondialdeído estimula a expressão do gene do colágeno. Também atua diretamente na regulação da produção de colágeno ativando a transcrição da síntese e estabilizando o mRNA de pocolágeno. (Telang, 2013)

Formulações Tópicas

A Vitamina C está disponível no mercado em diversas formas, porém em muitas ela está oxidada para a forma ácido deidroascórbico, de coloração amarela. (Telang, 2013)

Sua instabilidade e a dificuldade de permear a barreira cutânea dependem da concentração e do pH da formulação e tem sido alvo de inúmeros estudos químicos e farmacológicos. (Crisan et al., 2015)

Uma forma de controlar a estabilidade é manter o pH abaixo de 3,5 por remover a carga iônica da molécula permitindo também um melhor transporte através do estrato córneo. (Telang, 2015)

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Vitamina C

Fonte: Revista Ciência da Pele 4ª Edição

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