Alimentos funcionais: os promotores de saúde

É um consenso que saúde e boa alimentação caminham juntas. Há alguns anos, um novo conceito de nutrição vem ganhando adeptos, e muito tem se falado em alimentos funcionais. Amplamente retrato em sites de temas diversos, revistas de saúde e alimentação e agora, pelas novas musas fitness da blogosfera, o tema cada dia se torna mais atual.

A ciência vem demonstrando a relevância da alimentação saudável para a manutenção da saúde e qualidade de vida. Recentemente, foram descobertas diversas substâncias presentes nos alimentos que, apesar de não serem nutrientes, também apresentam vários efeitos benéficos à saúde e que receberam o nome de alimentos funcionais ou bioativos.

Mas você sabe exatamente o que são, e para que eles servem?

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Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado que o mesmo pode afetar beneficamente uma ou mais funções alvo no corpo, além de possuir os adequados efeitos nutricionais, de maneira que seja tanto relevante para o bem-estar e a saúde, quanto para a redução do risco de uma doença.

Os alimentos funcionais são alimentos que provêm a oportunidade de combinar produtos comestíveis de alta flexibilidade com moléculas biologicamente ativas, como estratégia para consistentemente corrigir distúrbios metabólicos resultando em redução dos riscos de doenças na prevenção e redução de diversas doenças, como: cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão e problemas intestinais, também auxilia no combate ao envelhecimento e até sintomas da menopausa. Dessa forma, está cada vez mais claro, que existe uma relação entre os alimentos que consumimos e nossa saúde.

Os alimentos e ingredientes funcionais podem ser classificados de dois modos:

  • Quanto à fonte: de origem vegetal ou animal
  • Ou quanto aos benefícios que oferecem, atuando em seis áreas do organismo:
  • Sistema gastrointestinal;
  • Sistema cardiovascular;
  • No metabolismo de substratos;
  • No crescimento, no desenvolvimento e diferenciação celular;
  • No comportamento das funções fisiológicas e como antioxidantes.

Mas é preciso ter consciência de que os alimentos funcionais não funcionam como medicamentos. Os funcionais têm como função a prevenção de doença e, por isso, é incorreto a comparação de que eles atuam como “remédios”.

Os alimentos funcionais são os encontrados no dia a dia. Por isso, é importante o estímulo diário para seguir uma alimentação saudável e variada, incluindo frutas, legumes, verduras, peixes, carnes magras, leites e derivados.

106-016Confira abaixo os principais benefícios dos alimentos funcionais para o organismo:

Alho e cebola: Possuem sulfetos alílicos, cujas propriedades favorecem a redução do colesterol e da pressão sanguínea, além de melhorar o sistema imunológico e reduzir o risco de câncer gástrico.

Cereais integrais (aveia, centeio, cevada, farelo de trigo), leguminosas (soja, feijão, ervilha), hortaliças com talos e frutas com cascas. Possuem fibras solúveis e insolúveis. As solúveis ajudam no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior sensação de saciedade. Já as insolúveis tem potencial de reduzir o risco de câncer de colón e melhoram o funcionamento intestinal.

Chá verde, amora, framboesa, cereja, uva roxa, vinho tinto e mirtilo: Possuem em comum uma substância chamada catequina, que reduz a incidência de certos tipos de câncer, reduz o colesterol, estimula o sistema imunológico e tem forte ação antioxidante.

Soja e derivados: Contém isoflavona, substância de ação estrogênica, que reduz os sintomas da menopausa. Além disso, as proteínas da soja possuem efeito na redução do colesterol e também na redução do risco de doenças cardiovasculares.

Peixes como sardinha, salmão, atum, anchova e arenque: Contém ômega 3, que possui efeito na redução do LDL (colesterol ruim), além de ação anti-inflamatória. O ômega 3 também é indispensável para o desenvolvimento do cérebro e da retina de recém nascidos, portanto gestantes devem ter uma adequada ingestão da substância.

Maça, manjericão e caju: Possuem tanino, poderoso antioxidante, também com efeito antisséptico e vasoconstritor.

Folhas verdes (luteína), pequi e milho (zeaxantina): a luteína e a zeaxantina são compostos com potencial antioxidante, protegendo mais especificamente contra a degeneração macular, acometimento muito comum na visão de indivíduos da terceira idade.

Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho e melancia: Possuem em comum uma substância chamada licopeno, que possui forte poder antioxidante, além de reduzir níveis de colesterol. Seu consumo frequente também está relacionado com a redução do risco de câncer de próstata.

Leites fermentados, iogurtes e outros produtos lácteos fermentados: Possuem probióticos, como bifidobactérias e lactobacilos quer favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon.

Raiz de chicória e batata yacon: os prebióticos, fruto oligossacarídeos, são extraídos desses alimentos e possuem potencial de melhorar a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino.

Óleos de linhaça, colza, nozes e amêndoas: Possuem ácido linolênico que estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória.

Couve flor, repolho, brócolis, couve de Bruxelas, rabanete e mostarda: Possuem indóis e isotiocianatos, que são indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama.

É importante destacar que nenhum desses alimentos isoladamente pode ser usado como fórmula mágica para solucionar problemas de saúde. Para obter o efeito desejado, eles devem fazer parte de uma dieta equilibrada e ajustada à necessidade de cada indivíduo.

Para maiores informações e uma dieta funcional, consulte um nutricionista!