A tradição mediterrânea de temperar os pratos com um fio de azeite tem conquistado paladares e corações em todo mundo. Estudos comparativos realizados a partir da dieta alimentar entre diferentes povos chamaram a atenção para a longevidade e a capacidade física dos adeptos da dieta mediterrânea.
As pesquisas também demostraram que o azeite faz a diferença ao prevenir os fatores de riscos vasculares, obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
Vantagens do produto
O médico e nutricionista Alexandre Merheb recomenda a opção pelo azeite aos seus pacientes e ressalta que o óleo de oliva só vem ganhando prestígio com o passar dos anos.
Na década de 50, um estudo realizado pelo pesquisador Ancel Keys comprovou que o que realmente importa em uma dieta para reduzir o risco da doença coronariana é a qualidade e não a quantidade das gorduras ingeridas.
Foi nessa época que se observou com rigor científico as populações mediterrâneas. Apesar de um elevado consumo de gordura (azeite de oliva), elas apresentavam níveis de colesterol e incidência de doenças cardiovasculares mais baixas do que, por exemplo, os moradores do Norte da Europa, consumidores contumazes de gordura animal (carnes, embutidos e principalmente manteiga).
“Hoje, a orientação é para que se evite ao máximo as gorduras saturadas (de origem animal). Deve-se dar preferência às chamadas poli saturadas (contidas em peixes, óleos vegetais diversos como de girassol, soja, milho, além de abacate e margarinas vegetais) e sobretudo às mono insaturadas, as únicas que não apresentam restrição e que ajudam a reduzir o LDL ou mau colesterol”, explica Dr. Merheb. Além do azeite de oliva, as gorduras mono insaturadas podem ser encontradas na canola e alguns óleos obtidos a partir das nozes.
Dieta mediterrânea, receita saúde
O organismo se defende contra agressões do meio externo (vírus, bactérias, etc) com a ajuda de vitaminas, minerais e algumas enzimas. Em situações de estresse essa defesa fica mais difícil. Além de procurar um modo de vida tranquilo, é fundamental adotar um programa de alimentação equilibrada e completa, que evite alimentos processados e inclua frutas, verduras, cereais integrais, castanhas, sementes e azeite de oliva como fonte principal de gorduras.
É a base da chamada alimentação mediterrânea. O azeite adquire outros aromas e propriedades quando conservado com ervas e especiarias. Na Itália é o chamado olio santo, que é o azeite de oliva aromatizado com folhas de louro, pimenta vermelha, alho, manjericão ou pimenta do reino.
As mulheres do Mediterrâneo o utilizam também em seus cuidados de beleza. O azeite tem ácido oleico, que cria uma fina película sobre a pele e retém a hidratação. Além disso, a grande concentração de substâncias antioxidantes, age contra os radicais livres, mantendo a pele viçosa e retardando o seu envelhecimento. Os gregos usavam o azeite em preparados antirrugas. Hoje, grandes empresas de cosméticos apostam na eficácia dos extratos e do óleo extraído da oliveira.
Os muitos benefícios para o organismo
- Aumenta a taxa de secreção biliar, estimulando a digestão e a absorção das gorduras e das vitaminas lipossolúveis.
- Auxilia na manutenção da pressão arterial. Observou-se que os povos consumidores habituais de azeite apresentam menor índice de risco de hipertensão.
- Diminui o risco da incidência de artrite reumatoide, doença crônica, inflamatória, auto imune e de causa desconhecida.
- Aumenta a capacidade imunológica. O ácido oleico do azeite de oliva modula as membranas celulares de modo de a aumentar a resistência do organismo ao ataque de vírus e bactérias.
- Melhora a elasticidade tissular. O resultado é uma maior expectativa de vida.
Virgem ou extra virgem – qual a diferença?
- O azeite extra virgem é obtido da primeira prensagem a frio da azeitona. É mais puro, tem menor acidez (cerca de 0,5%) e não sofre influência de calor, aditivos ou solventes. Depois do processo mecânico é apenas filtrado e lavado.
- O azeite virgem é extraído da segunda ou da terceira prensa da azeitona. Perde um pouco do sabor e é levemente adocicado.
- O azeite refinado passa por um processo químico de neutralização (em função de sua acidez) e desodorização após ser extraído das demais prensas da azeitona.
- O azeite puro é obtido da mistura entre o refinado e o virgem.
Os dois últimos são mais baratos e têm sabor menos concentrado. As versões conhecidas como light têm na mistura menores quantidades de azeite virgem.
Quanto mais recente, mais saboroso é o azeite. Suas propriedades nutritivas, porém, não se alteram muito com o passar do tempo. Razões não faltam para incluir o azeite de oliva na lista de compras. Além de fazer bem à saúde, é um verdadeiro tratamento de beleza para a pele!


