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Alimentação: Glutamato monossódico – Atenção aos alimentos processados!

A substância realça o sabor de bolos, tortas, salgadinhos e outros produtos industrializados. Em excesso, pode estimular crises de enxaqueca, asma e hipertensão em pessoas propensas, e reduzir a sensibilidade das papilas gustativas.

O glutamato monossódico torna os alimentos industrializados mais saborosos. Por isso, a maioria das pessoas tem grande dificuldade de abandonar uma pacote de biscoitos ou salgadinhos antes que ele esteja vazio…

O gluatamato monossódico (GMS) é um realçador de sabor. Ele estimula as papilas gustativas da língua, faz com que se perceba mais o sabor do alimento e nos leva a comer além do necessário. É o que chamamos de “gostinho de quero mais”. Sendo resultado do processo de fermentação da cana-de-açúcar e da beterraba, entre outras fontes. Trata-se de um derivado do ácido glutâmico, presente em toda as proteínas animais e vegetais, inclusive em nosso organismo.

Especialistas explicam que a substância está relacionada à memória e à aprendizagem e que é também um aminoácido excitatório do sistema nervoso central. Devido a essa característica, quando consumido em excesso, ele faz com que o sistema da dor fique mais sensível, levando pessoas propensas a enxaqueca a entrar em crise. Também predispõe à ansiedade.

O GMS pode ser produzido em laboratório, por meio da mistura de sódio ao ácido glutâmico. Artificial ou não, quando misturado aos alimentos, ele deixa o seu sabor mais evidente, seja doce ou salgado.

Consumo em excesso é prejudicial

A maioria das pessoas sabe que o glutamato monossódico está presente em produtos como salgadinhos de pacote, enlatados e congelados, mas não faz ideia de que ele pode ser adicionado a receitas de bolos, tortas e outros doces industrializados. Pode ser encontrado também em caldos de galinha, de carne e legumes, além de temperos prontos e molhos como o catchup e alguns shoys.

Embora os riscos da ingestão elevada do glutamato monossódico não sejam comprovados cientificamente, há um consenso entre médicos e nutricionistas de que ele pode agravar os sintomas de certas doenças, em especial nos pacientes que já têm um histórico de sensibilidade a outras substâncias artificiais como corantes e aspartame.

O glumatato pode causar a síndrome do restaurante chinês, uma reação de hipersensibilidade à substância, caracterizada pela rigidez dos músculos da face e do pescoço, vermelhidão facial, palpitações, cefaleia e náuseas. Alguns médicos acreditam que ele pode levar a uma resistência ou aumento das taxas de insulina, causando obesidade.

Ainda não existem escudos suficientes sobre o assunto em seres humanos mas, em animais, o fato está comprovado, justificando maior cuidado com as quantidades ingeridas. Para especialistas, um dos problemas maiores do glutamato monossódico é que ele transforma o paladar de quem o consome com regularidade.

O consumo excessivo da substância pode estar indiretamente relacionado à síndrome metabólica, ao câncer de boca e de esôfago, porque induz um elevado consumo de lipídeos e carboidratos, alterando o comportamento alimentar. Também pode elevar o número de radicais livres encontrados no trato digestivo, causando danos celulares.

Quanto mais natural, melhor para a saúde

O ideal é reduzir ao máximo o consumo de produtos industrializados que contenham, não só glutamato monossódico, como também uma série de conservantes, espessantes e outras substâncias artificiais que não são benéficas à saúde.

Recomenda-se privilegiar alimentos frescos, realçando o seu sabor com cebola, alho, ervas frescas e secas, curry, açafrão e páprica, temperos encontrados nos supermercados e que deixam os pratos mais saborosos.

Para quem preocupa com a boa forma, o glutamato monossódico pode ser um grande obstáculo na luta contra os quilos a mais. Por estimular o paladar, a substância, presente na maioria dos produtos dietéticos, torna doces e salgados mais atraentes. Além disso, o organismo se acostuma com sabores exageradamente doces e salgados, aumentando a tentação por alimentos pouco saudáveis.

Especialistas em nutrição, no entanto, recomendam moderação e são unânimes em apontar alimentos frescos, preferencialmente orgânicos, como os melhores. Mesmo quem vive um dia a dia corrido não deve descuidar da alimentação, base da nossa saúde e bem estar.

 

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