Uma das estrelas da dieta mediterrânea, a berinjela ganha cada vez mais destaque também à nossa mesa. Seja em antepastos ou em receitas mais elaboradas, ela é sempre uma ótima opção.
Com vitaminas A, C, K e do complexo B (B1, B2 e B5) e minerais (cálcio, fósforo, potássio e magnésio), ela é pouca calórica: cada 100 gramas contêm cerca de 26Kcal.
A presença de vários fitonutrientes com boa atividade antioxidante – como os ácidos cloro gênico e cafeico, flavonoides e nasunin – ela beneficia a saúde em geral e, sobretudo, o coração. Também devido à sua ação anti-inflamatória, auxilia no combate à celulite.
A berinjela favorece, ainda, um melhor metabolismo das gorduras, a regulação da glicemia e dos hormônios formadores de gordura, evitando ou diminuindo a gordura localizada.
Mas os benefícios vão além: por conter grande quantidade de fibras, ela retarda a absorção da glicose no intestino, contribuindo para manter a taxa de açúcar no sangue em condições ideais. A presença de antocianinas, flavonoides do grupo dos polifenóis, faz dela uma aliada, também, na prevenção do câncer, principalmente do intestino.
A melhor forma de consumir a berinjela é in natura, mas existem outras, como farinhas, além de cápsulas. Estudos observaram uma maior diminuição da circunferência do abdômen e da gordura visceral – associada ao diabetes tipo 2 e a doenças cardiovasculares – após o consumo de sopa da farinha, duas vezes ao dia, de manhã e à noite, ou durante as principais refeições.
Farinha Reduz o colesterol
O produto ainda é capaz de reduzir os níveis de colesterol LDL e triglicérides. Acredita-se que ajuda a diminuir a concentração de ácido úrico no sangue, que favorece inflamações e dores articulares. No entanto, não há estudos que comprovem sua indicação para essa finalidade.
Cada 100 gramas da farinha contêm de 20 calorias, mas o ideal é consultar um nutricionista ou médico nutrólogo para que ele indique a quantidade ideal, de acordo com a ingestão individual de carboidratos, fibras e outros nutrientes.
Diferentemente do chá e do suco de berinjela, que não se mostraram eficientes para baixar o colesterol LDL durante os testes, a farinha apresentou bons resultados, em função de sua maior concentração de fibras solúveis – até dez vezes maior do que a do legume – que são lentamente absorvidas pelo organismo e ajudam o trânsito intestinal. Em contato com a água, elas formam uma espécie de gelatina que aumenta o volume dos alimentos ingeridos e prolonga a sensação de saciedade. As fibras também evitam a concentração de gordura no sangue.
No entanto, o produto contém menos vitaminas e maior concentração de sódio do que o legume in natura, o que aumenta a produção de radicais livres, substâncias que aceleram o envelhecimento. Por isso, sugere consumir, logo depois, uma fruta cítrica rica em vitamina c como laranja, limão, acerola e kiwi, que neutralizam o efeito dessas moléculas oxidantes.
A berinjela também é fonte de niacina, vitamina que atua nas reações bioquímicas responsáveis pelos processos metabólicos de emagrecimento. Com esse objetivo, pode-se recorrer à bebida preparada com legume cru e 200 ml de água, que deve ser deixada de um dia para o outro e ingerida aos poucos. Ela hidrata a pele, confere sensação de saciedade e diminui o colesterol ruim.
Com tantas qualidades, e a vantagem de ser oferecida o ano todo em feiras e supermercados, o legume não pode faltar à mesa.


