Está na hora de falarmos sobre Estética Íntima

Por Dr. João Tassinary

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Não há dúvidas de que as mudanças na sociedade culminaram em uma grande transformação na percepção que os indivíduos têm sobre o próprio corpo.  Apesar de ainda haver setores conservadores, é fato que, especialmente entre os jovens e nos países desenvolvidos, o autoconhecimento e a liberdade de escolha se manifestam também pela projeção corporal.

Nesse cenário, a Estética Íntima desponta.

Atraso histórico: Entenda por que as suas pacientes têm vergonha de falar sobre Estética Íntima

No contexto de revoluções comportamentais da humanidade, um dos tabus mais resistentes refere-se à região genital. 

Por muito tempo, qualquer tema relacionado aos órgãos genitais era logo associado à ideia de pecado ou imoralidade, o que resultou não apenas em constrangimentos pessoais desnecessários, como também em um atraso científico significativo.

Ao analisarmos a evolução da Medicina, podemos verificar que o desenvolvimento de uma área destinada exclusivamente ao tratamento da sexualidade feminina — a Ginecologia — esbarrava nas consideradas questões de “honra da família”. 

O segredo médico-paciente, a aplicação de anestesia e o próprio exame ginecológico causaram debates polêmicos no século XIX, por serem vistos como uma afronta à autoridade de pais e maridos, os “chefes” da casa.  

Em alguns locais, essa visão retrógrada ainda impera e interfere diretamente na saúde pública. 

Segundo a UNICEF, cerca de 200 milhões de meninas e mulheres já foram vítimas de mutilação genital em 30 países, com maiores concentrações no Egito, Indonésia e Etiópia. Além de privar a mulher do prazer sexual, essa prática violenta pode levar à morte. 

Mas, enquanto o Oriente vive o repúdio à sexualidade, em outras partes do mundo a maior exposição do corpo reflete sobretudo em produções culturais e artísticas, inspirando novos ideais em relação à autoimagem genital. Ao mesmo tempo, o rápido acesso à informação desperta o interesse em procedimentos que possam melhorar a autoestima e corrigir questões funcionais.

Obra Great Wall of Vagina, do artista inglês Jamie MacCartney

Impacto da insatisfação estética da genitália sobre a qualidade de vida

Sabemos que não existe um padrão considerado ideal no que se refere à anatomia genital externa. Especialmente no caso das mulheres, o formato, tamanho e textura da genitália externa variam de acordo com etnia, peso, estado hormonal, idade, etc. 

Porém, o crescimento da indústria de filmes adultos e determinadas mudanças culturais, como eliminação total dos pelos pubianos, tornam essa parte do corpo mais visível, abrindo espaço para comparações anatômicas. Consequentemente, surgem descontentamentos em relação à genitália.

No caso dos homens, a principal queixa se dá em relação ao tamanho do pênis, condição que, historicamente, integra o senso comum como sinônimo de virilidade. 

Tanto para eles quanto para elas, essa insatisfação pode gerar insegurança e angústia, com impacto direto sobre o desempenho sexual.

O resultado disso é um mercado de cirurgias plásticas íntimas aquecido. Antes de apresentar os números que comprovam essa afirmação, considero importante registrar aqui o conceito de saúde sexual, segundo a ONU:

“A saúde sexual possibilita experimentar uma vida sexual informada, agradável e segura, baseada na autoestima […] A saúde sexual valoriza a vida, as relações pessoais e a expressão da identidade própria de cada pessoa, estimula o prazer e respeita a autonomia da pessoa”. 

Rejuvenescimento íntimo em alta

De acordo com dados da Pesquisa Estética Global de 2018, o Brasil é o segundo no ranking de cirurgias estéticas. O destaque do levantamento são os procedimentos de rejuvenescimento vaginal, que registraram crescimento de 23% de 2016 a 2017.

E em 2015, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mais de 12,8 mil mulheres se submeteram à labioplastia, procedimento que corrige a hipertrofia dos pequenos lábios. 

Tamanho e flacidez: as principais queixas de homens e mulheres sobre a região genital

A pele genital é submetida aos mesmos impactos do tempo que as demais áreas do corpo. Porém, o calor, a umidade e a oclusão podem interferir na aparência da genitália. 

No caso das mulheres, quase 30% do colágeno cutâneo é perdido nos primeiros cinco anos após a menopausa. Além disso, a queda na produção de estrogênio resulta na fragmentação das fibras de elastina.

A perda de elasticidade, ao que tudo indica, é a principal causa de enrugamento e flacidez cutânea genital. A tração excessiva, causada pela depilação com cera, por exemplo, é outro fator relevante (que também pode resultar na hiperpigmentação).

Entre os homens, a grande questão — relativa ao tamanho do pênis — pode sofrer influência do ganho ou perda repentina de peso. A cada 13,5 kg adquiridos, perde-se 1,5 cm do comprimento do pênis, em função do efeito da gravidade sobre o corpo, que deixa o órgão cada vez mais escondido. 

Por que a Estética Íntima é um dos nichos mais promissores da atualidade

Se pensarmos nas implicações de uma cirurgia, é muito fácil identificar as vantagens dos procedimentos estéticos: recuperação rápida, custos inferiores, riscos de infecções muito menores e por aí vai.

Embora a Estética Íntima seja um segmento ainda recente, é possível aplicar algumas lógicas do raciocínio clínico no momento de definir as condutas terapêuticas.

Um deles é que, pela composição da pele genital, o mais coerente é nos basearmos em evidências científicas que abordem tratamentos em regiões de formação semelhante, nos valendo dos recursos já empregados no rejuvenescimento de mãos, pescoço e face, por exemplo.

Raciocínio clínico, sempre!

O raciocínio clínico, como eu sempre digo, é a principal base do trabalho de um profissional da Estética comprometido com a saúde dos pacientes. 

Mas, em uma subárea ainda tão pouco explorada e tão delicada — em termos físicos e psicológicos —, como é a Estética Íntima, esse parece ser o único caminho.

Sobretudo no Brasil, sabemos que não há mais volta. É apenas uma questão de tempo até a demanda em clínicas estéticas atingir volumes similares à demanda por cirurgias plásticas íntimas. 

O desafio agora é darmos continuidade à construção de um saber científico sólido e específico.

Uso domiciliar: Intimate Nanocare

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Uso profissional: Box Intimate Nanocare