O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas dos tumores de pele, e o sexto tipo mais comum no mundo segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A cada seis homens, um é portador da doença. A estimativa é de que, por ano, cerca de 69 mil novos casos sejam diagnosticados, um caso a cada 7,6 minutos.
No intuito de conscientizar a população masculina sobre a doença e visando a diminuir a taxa de mortalidade que ainda é alta, acontece mundialmente o movimento Novembro Azul, iniciativa que já faz parte do calendário nacional das campanhas de prevenção no Brasil.
O objetivo é combater a doença e, principalmente, motivar os homens a fazerem exames preventivos. Especialistas acreditam que a alta mortalidade por câncer de próstata no Brasil reflete a postura do homem de não frequentar o consultório do urologista com frequência necessária.
Uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia envolvendo 3.500 homens constatou que 50% dos indivíduos do sexo masculino não procuram o urologista. Os entrevistados tinham mais de 45 anos, idade já considerada de risco para o desenvolvimento da doença.
Orientações sobre o câncer de próstata
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir de 50 anos procurem o urologista, médico especialista do sistema reprodutor masculino, façam o exame preventivo. Existem situações especiais em que a SBU recomenda que o monitoramento do câncer de próstata seja iniciado em uma idade mais precoce, a partir dos 45 anos. São homens que têm histórico familiar da doença, é da raça negra, sedentário ou obeso, nesses grupos as chances de surgimento da doença é maior.
Os exames consistem na realização da dosagem sérica do PSA, através de exame de sangue e, no exame digital retal, complementares para o diagnóstico, com periodicidade anual. O ultrassom transretal ajuda a orientar a biópsia da próstata e também auxilia na avaliação da extensão da doença. Esse exame é realizado quando ocorrem alterações nos de toque retal e dosagem de PSA. Cada exame complementa o outro, pois cada um tem seu valor e precisão, e em conjunto oferecem uma chance maior de diagnosticar a doença precocemente.
Quando diagnosticada precocemente as chances de cura do câncer de próstata são de, aproximadamente, 95%.

