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Um pequeno sinal pode ser um alerta da sua pele

Com dias ensolarados de janeiro a janeiro, o câncer de pele é o tipo da doença de maior incidência no Brasil (cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele). Isto se deve ao fato de estarmos expostos a um fator de risco inevitável: a luz do sol contínua, cujos raios ultravioleta podem lesar as células da pele. O câncer de pele é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo, existem diversos tipos de câncer de pele conforme as suas células originais desencadeantes.

Tipos de Câncer

Podem ser divididos em câncer de pele não melanoma e câncer de pele melanoma.

Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC), o mais frequente, constituindo 80% dos casos. Felizmente, é o tipo menos agressivo, de baixa letalidade. Ele leva esse nome por ser um tumor constituído de células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Essas células começam a se multiplicar de forma desordenada, dando origem ao tumor. O CBC apresenta crescimento muito lento, que dificilmente invade outros tecidos e causa metástase. Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto e pescoço. Quando detectado precocemente, as chances de cura são altas.

O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, sendo responsável por cerca de 20% dos tumores cutâneos não melanoma. Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos, caso não seja removido com rapidez. Ele apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas diretamente expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço, etc. A pele nessas regiões normalmente apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade. O carcinoma espinocelular se forma a partir das células epiteliais (ou células escamosas) e do tegumento (todas as camadas da pele e mucosa), ocorrendo em todas as etnias e com maior frequência no sexo masculino

O câncer melanoma é o menos frequente dentre os cânceres de pele, mais tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive cérebro e coração. Portanto, é um câncer de grande letalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença.

Como identificar um câncer

O câncer de pele pode se assemelhar a pinta, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda diferença na hora de detectar qualquer irregularidade.

Para facilitar o reconhecimento das manifestações dos três tipos de câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia utilizada a regra do ABCD, que utiliza quatro características das lesões de pele, e sua função é chamar atenção para a possibilidade de malignidade.

Regra ABCD

 A de assimetria: é preciso ver se uma metade do sinal é diferente da outra.

B de borda: se for irregular ou pouco nítida, atenção.

C de cor: o alerta surge quando o sinal tem diferentes tons de preto e marrom, às vezes com manchas vermelhas ou azuladas.

D de diâmetro: maior do que 6mm ou aumento de diâmetro significam perigo.

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Fique atento aos sinais. Quanto mais rápido for identificado o melanoma, maiores são as chances de cura. Mas, assim como para outras doenças, o melhor tratamento é a prevenção.

Alguns hábitos fazem muita diferença para sua pele e saúde, evitando não somente o câncer, mas o envelhecimento precoce e manchas.

  • Nunca deixe de usar protetor solar, mesmo em dias nublados e chuvosos. Indepentende da estação climática, ou do horário… filtro solar sempre!
  • Evite horários de maior incidência dos raios ultravioletas, das 10 às 16 horas.
  • Utilize chapéu e roupas com fotoproteção solar.

Em caso de sinais suspeitos, procure sempre um médico dermatologista, ele será é o mais indicado para realizar o exame clínico da sua pele.

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