Tratamentos Estéticos para despigmentação da pele

O Brasil possui grande diversidade no tom de pele dos indivíduos que aqui habitam, e por conta disso o tratamento de desordens de pigmentação da pele de nossa população é um desafio. A síntese de vitamina D na pele, a degradação do ácido fólico pela RUV (radiação ultravioleta), a resistência à exposição solar direta e os aspectos culturais podem influenciar na cor da pele. Além destes fenômenos, existem três pigmentos que podem influenciar a cor da pele: caroteno, hemoglobina e melanina.

O Caroteno tem pouca influência na coloração da pele, e sua concentração aumenta através da ingestão de alimentos ricos em carotenoides. A oxiemoglobina (vermelha) ajuda a manter a homogeneidade da cor da pele, enquanto a desoxiemoglobina (azul), é mais comum na região ao redor dos olhos. A melanina é o pigmento biológico envolvido na pigmentação cutânea, sendo determinante nas diferenças de coloração da pele. Possui propriedade antioxidante e fotoprotetora, capaz de absorver a radiação e dissipá – la na forma de calor.

Como A Melanina É Produzida?

melanina é produzida por uma célula chamada melanócito, mais especificamente dentro de vesículas conhecidas como melanossomas. Os melanócitos são células localizadas na camada basal da epiderme, e ocasionalmente na derme. Dizemos que são encontrados ocasionalmente na derme, pois a exposição à RUV pode entortar os dendritos desta célula, fazendo com que estes dendritos (prolongamentos das células) alcancem a derme.

A densidade de melanócitos varia com os diferentes locais do corpo. Há em torno de dois mil ou mais melanócitos epidérmicos por milímetro quadrado de pele da cabeça e antebraço, e cerca de mil  no restante do corpo, em todas as raças. O número de melanócitos diminui com a idade na proporção de 6 a 8% por década, em áreas sem exposição solar.

Os melanócitos projetam seus dendritos formando a unidade epidermo – melânica, que é constituída por um melanócito e trinta e seis queratinócitos, ou seja, um melanócito transfere melanossomas (vesículas contendo melanina) para trinta e seis queratinócitos. A diferença fundamental entre as raças mais pigmentadas e menos pigmentadas não reside na produção de melanina ou no número de melanócitos, mas principalmente na qualidade de seus melanossomas. Dentro do melanossoma, a produção de melanina depende de diversos genes, proteínas e hormônios, para finalmente ocorrer a produção de dois pigmentos, a eumelanina (marrom-preta) ou feomelanina (amarela-vermelha). A eumelanina absorve e dispersa a luz ultravioleta, atenuando sua penetração na pele e reduzindo os efeitos nocivos do sol. A feomelanina, por outro lado, tem um grande potencial em gerar radicais livres em resposta à RUV. Isto explica o porquê pessoas com pele clara, as quais contêm relativamente altas quantidades de feomelanina, apresentarem um risco aumentado de dano epidérmico induzido por ultravioleta, inclusive neoplasias.

O aumento da síntese e deposição da melanina pode levar a hiperpigmentação da pele. A alteração na quantidade de melanina envolve distúrbios genéticos, fatores hormonais, exposição á RUV, uso de medicamentos, processos inflamatórios cutâneos e disfunções hepáticas e renais. As hipercromias mais comuns são:

Melasma ou cloasma;

Sardas ou efélides

Lentigos solares

Melanoses por fotossensibilizantes ou tóxico medicamentosas

Hiperpigmentação pós inflamatória (HPI)

Hiperpigmentação periorbital

Classificação Do Fototipo De Pele Segundo Fitzpatrick

Fototipo Exposição solar
I Queima facilmente, nunca bronzeia.
II Queima facilmente, bronzeia minimamente e com dificuldade.
III Queima moderadamente, bronzeia moderadamente e uniforme.
IV Queima minimamente, bronzeia moderadamente e com facilidade.
V Raramente queima e bronzeia bastante.
VI Nunca Queima e bronzeia bastante.

 Antes de falarmos sobre os procedimentos estéticos disponíveis para o tratamento das hiperpigmentações da pele, é importante sabermos como classificar os diferentes tons de pele. Os fototipos de pele segundo Fitzpatrick foram desenvolvidos em 1975 por Thomas B. Fitzpatrick baseados na resposta inflamatória (eritema) ou escurecimento (bronzeamento) em resposta a uma exposição solar. A classificação de Fitzpatrick é utilizada em testes de FPS e UVA, em tratamentos com laser e na avaliação da tolerância da pele em procedimentos como peelings químicos e dermoabrasão. Quanto maior o fototipo, maior o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória.

Procedimentos Estéticos Para Tratamento De Hiperpigmentações –

Eletroterapias

Led/Lases de Baixa potência

A LED – Light Emitting Diode – faz parte do espectro eletromagnético luminoso visível e/ou invisível, cuja escala é dada em nanômetros (nm) ou milímetros (mm).

Cada cor possui um determinado comprimento de onda, sendo as cores mais utilizadas a vermelha, a âmbar, a azul, a verde, a violeta e a infravermelho e os comprimentos variam de 380nm a 1200nm.

A luz estimula os elétrons e faz com que ocorram saltos quânticos. O feixe de luz é monocromático e coerente, podendo ser utilizado combinado com outro feixe ou não.

Os parâmetros da LED são: tipo e comprimento de onda, potência, tempo, área irradiada e modo, podendo ser contínuo ou pulsado. Existe uma faixa de dosagem, denominada janela terapêutica, onde os melhores efeitos são obtidos.

QUAIS OS EFEITOS FISIOLÓGICOS DO LED?

Os efeitos fisiológicos podem acontecer por ações fotoquímicas ou térmicas das luzes. Os principais são: aumento da síntese de ATP (adenosina trifosfato); redução do pH intracelular; estimulação de macrófagos; ativação dos fibroblastos; alteração da membrana celular; angiogênese (formação de novos capilares sanguíneos); aumento da atividade fagocitária (eliminação de restos celulares para cicatrização, por exemplo). Alguns efeitos podem ser locais (onde a LED foi aplicada) e outros podem ser sistêmicos (possuem ação em várias partes do corpo, além da área que recebeu a terapia).

Eletroporação

A eletroporação utiliza a corrente elétrica de pulsos curtos de alta voltagem que ultrapassam a barreira da membrana celular bilipídica, promovendo um rearranjo estrutural desta membrana e, tornando-a permeável a moléculas exógenas. Este rearranjo consiste na formação de canais aquosos temporários, por um campo elétrico, capazes de potencializar o transporte iônico e molecular de substâncias através da membrana celular. A eletroporação ocorre por um estado de stress biológico da célula por alteração do seu potencial de membrana.

A literatura científica mostra que o fenômeno da eletroporação se dá no momento do impulso elétrico. Com a interrupção do pulso elétrico, ocorre a reorientação da camada com rotação das moléculas da membrana bilipídica, com redução ou fechamento dos canais e a célula retorna novamente ao seu estado de normalidade.

A eletroporação permite a permeação de moléculas dos ativos cosméticos sem a necessidade de ativos polarizados ou ionizáveis.

Ultrassom (1 a 3Mhz) Modo Fonoforese

Fonoforese ou sonoforese é um termo que descreve a habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de agentes farmacológicos ativos através da pele. Trata-se de uma eficiente alternativa de transporte de substâncias além da utilização medicamentosa via oral, ou injeções intradérmicas.

Há várias evidências de que o ultrassom possa promover a penetração de substâncias químicas, uma vez que o feixe ultra-sônico é capaz de alterar os potenciais de membrana. A cavitação ultra-sônica é tida como responsável pela permeabilização de células e tecidos de interesse para aplicações farmacêuticas. O aumento da permeabilidade de membrana promovida pelo ultra-som é o fator que torna possível a maior penetração de fármacos no organismo.

Existem vantagens da fonoforese, entre elas a ação local do produto a ser introduzido (medicamento/cosmético), com ausência de possíveis efeitos colaterais decorrente de ações sistêmicas. Outra vantagem é a somatória dos efeitos do ultrassom associados aos da substância terapêutica introduzida.



Novo Sonic Compact HTM – Aparelho de Ultrassom 3Mhz para Estética

JATO DE PLASMA para HIPERPIGMENTAÇÕES SENÍLICAS O jato de Plasma é um aparelho com tecnologia amplamente utilizada na Europa. É caracterizado por um gerador de plasma. O plasma é um gás ionizado com ions e elétrons, e ao ser aquecido e em contato com o oxigênio produz o plasma. Esse emissor de ondas elétricas de corrente alternada ou contínua atinge somente o estrato córneo do tecido epidérmico, não causando danos as camas inferiores, folículos pilosos e outras estruturas. A técnica é contraindicada para pele com melasmas mas muito eficaz para tratamentos em manchas de origem senil, especialmente as localizadas nas mãos. Além disso, o Jato de Plasma tem sido muito usado para preparar as peles com opções de ponteiras diferentes como as de contato ou plasmaporação.

Hygiaplasma Kld – Aparelho De Jato De Plasma

FONTE: SITE COSMÉTICA EM FOCO