Via transdérmica: a pele como meio de absorção

Desde que a ciência começou a descobrir substâncias capazes de combater ou prevenir doenças, sua administração é um desafio. Nesse sentido, de nada adianta o conhecimento sobre benefícios, se eles não chegam às células. Um dos métodos desenvolvidos para o “transporte” desses nutrientes é a via transdérmica.

Antes de mais nada pense um comprimido, daqueles que você leva na bolsa ou tem em casa.

Ele vai para o seu estômago, onde passa pelo mesmo processo que os alimentos: a digestão.

Só então os princípios ativos começam a ser absorvidos pelo seu organismo.

Dessa forma, a quantidade de agentes presentes naquela dose é diferente daquela que, efetivamente, chega às suas células.

Do mesmo modo, o contato dessas substâncias com o meio gástrico causa efeitos indesejados.

Anti-inflamatórios, por exemplo, causam efeitos colaterais em seu uso por via oral.

Nesse sentido, sintomas como náusea, diarreia e até sangramento de mucosas são relativamente comuns.

Há outras formas de administração medicamentosa. A intramuscular e a venosa, todavia, causam dor.

Nesse sentido, a via transdérmica é vantajosa por não causar esses efeitos. E por um “veículo” mais rápido para o transporte de substâncias.

Como funciona a administração via transdérmica?

Em síntese, um tratamento é considerado transdérmico quando é capaz de conduzir um determinado elemento da epiderme para a derme de maneira viável.

Nesse sentido, a indústria farmacêutica desenvolveu diferentes formas de realizar essa “entrega”.

Adesivos, lipossomas, microemulsões e até sistemas de microagulhas.

Dessa forma, cada um desses sistemas atende a um tipo de resultado esperado.

Com um desses métodos, o fármaco é aplicado sobre ou sob a pele.

Após a permeação cutânea, os tecidos adjacentes ou a própria corrente sanguínea absorvem o elemento desejado.

Como resultado, ocorre o que os especialistas chamam de ação sistêmica.

O uso na cosmiatria

A utilização da via transdérmica pela medicina, com sucesso, atraiu a atenção da cosmiatria.

Trata-se de uma subespecialidade da dermatologia. Seu trabalho é desenvolver tratamento e prevenção para problemas estéticos na pele.

O raciocínio usado para o desenvolvimento de cosméticos de via transdérmica é simples.

A ciência conhece uma série de nutrientes, minerais e elementos capazes de tornar a pele mais saudável e bonita.

Se o método de aplicação permite uma absorção mais rápida e eficaz, logo, os produtos serão mais eficazes na missão de tratar ou prevenir.

Dessa forma, a indústria cosmética passou a investir nesse desenvolvimento.

Primeiramente fica o alerta: nem todo produto passado na pele possui a tecnologia de absorção pela via transdérmica.

A maioria dos cremes, loções e óleos são absorvidos apenas pelas camadas superficiais da pele.

Nesse sentido, a pesquisa sobre o desenvolvimento do produto é essencial.

Um exemplo de tratamento cosmético por via transdérmica é a linha Beauty Marine, de Adélia Mendonça.

O Magnésio é o seu componente principal.

Seu mecanismo de ação ajuda a acelerar o processo de cicatrização. De maneira idêntica, promove uma pele saudável e melhora o relaxamento.

Sua aplicação melhora em um prazo médio de quatro a seis semanas a deficiência do mineral no organismo.

A ingestão por via oral, todavia, levaria entre 4 e 12 meses para proporcionar o mesmo resultado.